O autor, no capítulo 1, comenta sobre alguns "criadores" de conteúdo do século 20, como a empresa Walt Disney que utilizou-se de copyright livre para produzir seus principais conteúdos e ao fazer isso exigiu direitos autorais sobre esse material que era de uso público. O autor também fala dos doujinshis, que são as engrenagens do mercado de mangá, propulsionando a criação de novos e diferentes materiais sobre materiais já existentes, como um trabalho colaborativo de construir um produto e afins dele. Ao contrário do que foi feito pela Disney, os doujinshis são o exemplo da cultura livre que permite-se ser expandida pelos que dela usufruem.
No capítulo 4, ele fala sobre a era da pirataria, acusando a industrial cultural de ser completamente baseada em pirataria. Para isso ele coloca várias "instituições" que servem de exemplo de como a pirataria e industria cultural são "relacionadas", como nos filmes, música, rádio e etc. A partir disso ele entra justamente contra os programas P2P que são as principais ferramentas utilizadas atualmente para compartilhamento de conteúdo, atacando ferozmente aqueles que tentam usufruir da "propriedade privada" que eles disponibilizam. É interessante observar como o conceito de propriedades nessa discussão é essencial para compreender o pensamento dessa parcela da sociedade e assim, saber de onde ela fala: de um lugar em que a propriedade é o "capital" e para dele usar é necessário pagar.
Assim, ele classifica os tipos de usuários desses programas, dando abertura para entender como eles são vistos pelos produtores: potenciais compradores, usuários ilegais, divulgadores do produto, etc. Sobre sada um deles é traçado um perfil e estudado com um futuro fim de mercado. Enquanto eles tentam de toda maneira fazer do bem cultural um objeto privatizado os usuários da web continuam compartilhando o material, numa espécie de guerra sem fim contra o compartilhamento coletivo.
Obs: material extra classe!!!!

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