Fichamento – Cauda Longa.
No capítulo 1, o autor do texto introduz o leitor
sobre o fenômeno da ‘Cauda Longa’ ao exemplificar como um determinado livro
obteve sucesso depois de ter entrado em um loop de feedback positivo gerado por
uma divulgação boca a boca online. A partir disso ele estabelece suas ideias sobre
como a internet pode ser uma ferramenta de quebra de paradigmas de acesso à
informação, marketing, além de reconstruir o funcionamento da lógica de mercado
através da passagem de uma cultura onde os “hits” seriam os motores da
indústria para uma nova, onde os nichos ganhariam destaque ao permitir a exploração
de públicos mais restritos que com a disseminação do acesso à internet - e
eliminação da necessidade de manter cópias físicas, por exemplo – se tornaram
uma força representativa nas vendas em plataformas como o iTunes.
A busca por hits continua movimentando parte da indústria.
Cauda Longa é o novo Urban Conceitual
No capítulo 5, o autor entra no universo da colaboração
na produção de conhecimento ao expor fenômenos como a Wikipédia como exemplos
de como o fenômeno da “Cauda Longa”. Utilizando novamente a internet como meio
de compartilhamento e colaboração ele vai mostrando que esse novo modelo de
elaborar conhecimento tem seus prós e contras, pois a democratização das
ferramentas de produção deu acesso às pessoas para que elas deixassem de serem
meros consumidores, para fazerem parte também da produção. Salienta ainda
durante o texto que é importante saber o porquê dessas participações, que
muitas vezes “desembocam” em diversas motivações, que vão desde o amor ao que
se está fazendo, como também a vontade de apostar na sorte e conseguir entrar para
história com um possível sucesso. Um dos pontos mais interessantes do texto é
quando ele adentra na natureza probabilística desses mecanismos de organização automática online, apontando as suas particularidades e como elas são distintas da nossa
maneira usual de pensar, ao apresentar “uma ordem a partir do caos”. Muitos são
os benefícios dessas ferramentas, como a atualização constante e o maior acervo
disponível quando comparados aos dispositivos utilizados antes da internet e
que só tendem a melhorar, pois os mecanismos existentes nesses materiais estão
sempre melhorando, não são estáticos. Assim, o autor coloca como o poder da
produção colaborativa tem transformado a maneira como vivemos, o que despertou
diversos questionamentos em mim sobre como a subjetividade na atualidade é
perpassada por essas ferramentas, frequentemente consideradas indispensáveis no
cotidiano e até mesmo presentes na comunicação online, através de memes e gifs.
Há todo um impacto por trás dessas mudanças relatadas e que ainda parece ser
desconhecido para parte da grande massa.
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