quarta-feira, 24 de agosto de 2016



Fichamento – Cauda Longa.


                No capítulo 1, o autor do texto introduz o leitor sobre o fenômeno da ‘Cauda Longa’ ao exemplificar como um determinado livro obteve sucesso depois de ter entrado em um loop de feedback positivo gerado por uma divulgação boca a boca online. A partir disso ele estabelece suas ideias sobre como a internet pode ser uma ferramenta de quebra de paradigmas de acesso à informação, marketing, além de reconstruir o funcionamento da lógica de mercado através da passagem de uma cultura onde os “hits” seriam os motores da indústria para uma nova, onde os nichos ganhariam destaque ao permitir a exploração de públicos mais restritos que com a disseminação do acesso à internet - e eliminação da necessidade de manter cópias físicas, por exemplo – se tornaram uma força representativa nas vendas em plataformas como o iTunes.

A busca por hits continua movimentando parte da indústria.

             A existência de plataformas de vendas digitais e streaming abriram portas para uma infinidade de possibilidades no que diz respeito ao consumo, pois o formato digital eliminou várias problemáticas enfrentadas pelas grandes companhias varejistas, criando um espaço para que produtos de não tão grande sucesso pudessem continuar sendo consumidos, o que, quando visto de maneira unitária pode não significar muito, mas quando considerado o impacto do consumo desse tipo de produto em conjunto, ganha uma força de mercado imensa, gerando um novo meio de lucratividade. E essa lógica do chamado fenômeno da “cauda longa” não se limita a músicas, livros, mas também se estende à propaganda e à produção de conhecimento.


Cauda Longa é o novo Urban Conceitual

           No capítulo 5, o autor entra no universo da colaboração na produção de conhecimento ao expor fenômenos como a Wikipédia como exemplos de como o fenômeno da “Cauda Longa”. Utilizando novamente a internet como meio de compartilhamento e colaboração ele vai mostrando que esse novo modelo de elaborar conhecimento tem seus prós e contras, pois a democratização das ferramentas de produção deu acesso às pessoas para que elas deixassem de serem meros consumidores, para fazerem parte também da produção. Salienta ainda durante o texto que é importante saber o porquê dessas participações, que muitas vezes “desembocam” em diversas motivações, que vão desde o amor ao que se está fazendo, como também a vontade de apostar na sorte e conseguir entrar para história com um possível sucesso. Um dos pontos mais interessantes do texto é quando ele adentra na natureza probabilística desses mecanismos de organização automática online, apontando as suas particularidades e como elas são distintas da nossa maneira usual de pensar, ao apresentar “uma ordem a partir do caos”. Muitos são os benefícios dessas ferramentas, como a atualização constante e o maior acervo disponível quando comparados aos dispositivos utilizados antes da internet e que só tendem a melhorar, pois os mecanismos existentes nesses materiais estão sempre melhorando, não são estáticos. Assim, o autor coloca como o poder da produção colaborativa tem transformado a maneira como vivemos, o que despertou diversos questionamentos em mim sobre como a subjetividade na atualidade é perpassada por essas ferramentas, frequentemente consideradas indispensáveis no cotidiano e até mesmo presentes na comunicação online, através de memes e gifs. Há todo um impacto por trás dessas mudanças relatadas e que ainda parece ser desconhecido para parte da grande massa.